PROBLEMA A RESOLVER
Reatores shunt a núcleo de ar, também conhecidos como reatores a seco, são ativos utilizados em subestações de transmissão para a absorção de potência reativa e o apoio ao controle de tensão. Por dispensarem óleo isolante, apresentam vantagens relevantes de implantação: eliminam a necessidade de sistemas de contenção, reduzem as exigências de proteção contra incêndio e simplificam as obras civis associadas.
Apesar dessas vantagens, o acompanhamento da condição desses equipamentos ainda apresenta lacunas tecnológicas. Diferentemente de equipamentos imersos em óleo, que contam com métodos internos de diagnóstico amplamente consolidados, os reatores a seco dependem principalmente de sinais externos para avaliação de sua condição operacional.
Atualmente, a inspeção visual e a termografia por câmera infravermelha são as principais referências para a identificação de aquecimentos anormais. Essas técnicas, no entanto, fornecem medições pontuais: o técnico precisa se deslocar ao campo com uma câmera portátil, e o resultado obtido reflete apenas a condição do equipamento no instante da inspeção. Assim, anomalias térmicas podem surgir e evoluir no intervalo entre campanhas de inspeção sem serem detectadas e, quando identificadas, frequentemente exigem acompanhamento presencial adicional.
Em situações mais críticas, a evolução dessas anomalias pode exigir a intensificação do acompanhamento técnico, avaliações especializadas e, em último caso, a retirada do equipamento de operação para substituição. Ampliar a capacidade de acompanhamento contínuo da condição desses ativos representa, portanto, uma oportunidade para antecipar decisões de manutenção, aumentar a confiabilidade operacional e reduzir desligamentos não programados.
O desafio consiste em identificar soluções de monitoramento contínuo e não invasivo da condição dos reatores a núcleo de ar, aplicáveis a equipamentos já instalados, sem necessidade de modificação do projeto original e com robustez suficiente para operação permanente em ambiente de subestação, de modo a ampliar a previsibilidade da manutenção.
SOLUÇÃO(S) JÁ TESTADA(S)
Atualmente, o principal método empregado é a inspeção visual associada à termografia periódica, utilizada para a identificação de aquecimentos anormais. Em situações específicas, são realizadas inspeções adicionais e solicitadas avaliações técnicas ao fabricante para a definição das ações corretivas. Por serem periódicas e presenciais, essas práticas não permitem o acompanhamento contínuo da condição do equipamento.
Também foram avaliadas tecnologias de monitoramento baseadas em sensores de fibra óptica. Embora permitam medições contínuas de temperatura, essas soluções normalmente exigem que os sensores sejam incorporados aos enrolamentos durante a fabricação do equipamento, o que inviabiliza sua aplicação nos reatores já instalados na Taesa. Permanece, portanto, em aberto a demanda por soluções não invasivas, de fácil implantação e compatíveis com as condições de operação das subestações.
RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se identificar soluções comerciais ou tecnologias em estágio avançado de desenvolvimento capazes de:
- Monitorar continuamente, de forma não invasiva, parâmetros indicativos da condição dos reatores a núcleo de ar, como a temperatura e sua evolução ao longo do tempo
- Operar sem intervenções invasivas nos enrolamentos ou na estrutura funcional do equipamento
- Detectar precocemente processos de degradação
- Disponibilizar alarmes, tendências e histórico das medições
- Permitir instalação em equipamentos existentes
- Operar de forma confiável em ambiente de subestação
- Reduzir indisponibilidades, custos operacionais e impactos regulatórios
Viabilidade econômica: as propostas deverão demonstrar o caminho para a obtenção da viabilidade econômica da solução, explicitando as premissas de custo de desenvolvimento, implantação, operação e manutenção, a escala de aplicação considerada, os benefícios estimados (segurança, disponibilidade, redução de manutenção corretiva e do esforço de campo, caso aplicável) e retorno esperado para um horizonte de 5 anos. Não serão consideradas adequadas propostas cujo custo total de desenvolvimento e implantação exceda o benefício máximo passível de captura.
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Dados de Suporte
- A Taesa possui 21 reatores a núcleo de ar tipo shunt
- O teste em campo deverá ser realizado em equipamento representativo da TAESA e considerar critérios como criticidade operacional e facilidade de instalação
Acompanhe as datas e etapas do Desafio
Imersão, Refinamento e Contrato
Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.
01/02/2027 a 30/04/2027
Outras Datas:
- Lançamento do Desafio: 05/10/2026
- Avaliação dos pitches: 26/01/2027 a 28/01/2027
- Divulgação dos convocados para a Imersão: 29/01/2027