PROBLEMA A RESOLVER
Os transformadores de potência são os ativos de maior criticidade e valor patrimonial das subestações da TAESA. Seu funcionamento depende diretamente da qualidade do óleo isolante contido em seus tanques, fluido responsável pelo isolamento elétrico e pela dissipação térmica do equipamento. Com o tempo, esse óleo acumula resíduos sólidos, lamas de degradação e partículas metálicas que se depositam no fundo e nas paredes internas do tanque, exigindo limpeza periódica para preservar a vida útil do equipamento e a confiabilidade do sistema.
O processo atual impõe as seguintes condições:
- Necessidade de entrada humana em espaço confinado, sujeita à NR-33, exigindo equipe de resgate dedicada, supervisor de entrada, vigia, análise e controle contínuo da atmosfera interna e emissão de Permissão de Entrada e Trabalho (PET), mesmo para intervenções de curta duração;
- Atmosfera interna complexa, com presença de vapores de óleo mineral que podem atingir concentrações inflamáveis ou tóxicas, exigindo ventilação forçada contínua e EPI de nível máximo durante toda a permanência humana;
- Geometria interna restritiva, com presença de estruturas internas como núcleos, bobinas, suportes e conexões que limitam severamente a mobilidade do trabalhador e dificultam o acesso às superfícies a serem limpas;
- Alto volume de óleo a ser drenado, tratado e reinserido, gerando custo operacional elevado e risco de contaminação ambiental durante o processo de esvaziamento e reenchimento do tanque;
- Ausência de registro visual padronizado do estado interno do tanque ao longo do tempo, tornando impossível comparar condições entre intervenções e diagnosticar tendências de degradação;
- Longa janela de indisponibilidade do transformador durante o processo, com impacto direto na disponibilidade do sistema e risco de penalidades regulatórias.
As principais oportunidades para evolução em direção a um modelo mais seguro e eficiente incluem:
Acesso e navegação no interior do tanque:
- Sistema robótico compacto capaz de entrar pelo bocal de inspeção existente no transformador, sem necessidade de abertura adicional ou modificação estrutural do equipamento;
- Navegação no interior do tanque com capacidade de desvio das estruturas internas, núcleo, bobinas, suportes e conexões, sem risco de dano ao equipamento;
- Operação em ambiente com resíduo de óleo e lama de degradação sem comprometimento de mobilidade ou sistemas embarcados;
Execução da limpeza:
- Mecanismo de remoção de resíduos sólidos depositados no fundo e nas paredes internas do tanque, por sucção, raspagem ou combinação de ambos;
- Capacidade de alcançar áreas de difícil acesso dentro da geometria interna do transformador;
- Controle do processo de limpeza com verificação do resultado em tempo real por câmera embarcada, sem necessidade de reentrada humana para conferência;
Inspeção simultânea:
- Câmera de alta resolução com iluminação própria para registro visual completo do estado interno antes, durante e após a limpeza;
- Sensores para identificação de pontos de corrosão, acúmulo de partículas metálicas e anomalias estruturais internas;
- Mapeamento das condições internas com geração de relatório de diagnóstico integrado ao processo de limpeza;
Monitoramento e segurança:
- Sensor de gases embarcado com transmissão em tempo real dos parâmetros atmosféricos para a equipe externa;
- Sistema de recuperação do robô em caso de falha ou perda de comunicação dentro do tanque;
- Rastreamento contínuo da posição do robô no interior do equipamento transmitido para o operador externo;
Rastreabilidade e gestão:
- Relatório automático pós-intervenção com evidências visuais, dados de processo e resultado da limpeza vinculados ao transformador e à data da intervenção;
- Histórico comparável entre intervenções por equipamento, permitindo acompanhamento da evolução das condições internas ao longo do ciclo de vida do ativo;
- Integração via API com os sistemas corporativos de manutenção e gestão de ativos da TAESA;
Buscamos o desenvolvimento de uma solução compatível com os modelos e fabricantes de transformadores presentes na malha da Taesa, com capacidade de adaptação às variações de geometria interna e tamanho de bocal de acesso, e com arquitetura que permita evolução progressiva das funcionalidades embarcadas.
RESULTADOS ESPERADOS
- Eliminação da entrada humana no interior do tanque do transformador durante o processo de limpeza, removendo o principal vetor de risco grave nessa intervenção
- Redução expressiva do custo por intervenção, com eliminação da equipe de resgate dedicada, redução do tempo de preparação e execução e menor consumo de EPI de nível máximo
- Redução da janela de indisponibilidade do transformador, com processo de limpeza mais ágil e sem restrições de tempo de permanência humana no interior
- Diagnóstico simultâneo do estado interno do equipamento durante a limpeza, agregando valor ao processo sem custo adicional de mobilização
- Registro padronizado e rastreável de cada intervenção, com histórico comparável entre ciclos de limpeza para acompanhamento da evolução das condições internas
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Orientações Gerais
As propostas deverão apresentar, de forma clara e objetiva, a composição financeira do projeto, indicando o valor total previsto, o montante de responsabilidade da Taesa (aporte PDI via verba regulada ANEEL) e a contrapartida financeira e econômica do executor, seja em horas de desenvolvimento, equipamentos, infraestrutura ou aporte direto de recursos próprios. A proporção entre as partes deverá estar explicitamente justificada e alinhada às regras do Manual de PDI da ANEEL vigente.
Adicionalmente, as propostas deverão obrigatoriamente contemplar:
- A estimativa de mercado endereçável para a solução, com base em dados públicos do ONS, ANEEL e associações setoriais, considerando o número de transmissoras, os quilômetros de linhas com esferas instaladas no Brasil e o potencial de expansão internacional
- A modelagem de receita com royalties para um horizonte de 5 anos, apresentada em cenários conservador, base e otimista, com premissas explícitas de penetração de mercado, precificação e modelo de licenciamento
- As propostas deverão demonstrar o caminho para a obtenção da viabilidade econômica da solução, explicitando as premissas de custo de desenvolvimento, implantação, operação e manutenção, a escala de aplicação considerada, os benefícios estimados (segurança, disponibilidade, redução de manutenção corretiva e do esforço de campo, caso aplicável) e retorno esperado para um horizonte de 5 anos. Não serão consideradas adequadas propostas cujo custo total de desenvolvimento e implantação exceda o benefício máximo passível de captura
Conheça as etapas do Desafio
Imersão, Refinamento e Contrato
Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.