PROBLEMA A RESOLVER
O controle da vegetação nas faixas de servidão é uma das principais atividades de manutenção de linhas de transmissão. Quando inadequado, pode aumentar o risco de incêndios, interferências nas linhas e desligamentos não programados, impactando a confiabilidade do sistema elétrico e os custos operacionais.
Atualmente, as intervenções são planejadas com base em inspeções periódicas, histórico de ocorrências e experiência das equipes, utilizando técnicas como roçada, corte seletivo e supressão em trechos críticos. Esse modelo pode evoluir para uma abordagem integrada e adaptativa, que considere as especificidades de cada trecho, os resultados das intervenções e sua efetividade ao longo do tempo, bem como os aspectos ambientais, sociais e econômicos do território
Nesse contexto, o envolvimento das comunidades locais representa uma oportunidade para ampliar a efetividade das ações de manejo da vegetação. A compreensão de seus modos de vida, práticas produtivas e formas de uso do fogo pode contribuir para antecipar riscos, prevenir incêndios e desenvolver estratégias mais adequadas à realidade de cada localidade.
Além disso, o manejo pode criar oportunidades para o aproveitamento da biomassa e o desenvolvimento de outras atividades compatíveis com a faixa de servidão, criando oportunidades de valor econômico e social para as comunidades lindeiras.
Para que essas alternativas sejam sustentáveis no longo prazo, é necessário engajar as comunidades, os proprietários afetados e do entorno, identificando seus modos de vida, práticas produtivas e culturas de interesse. A construção conjunta deverá permitir a definição de modelos de manejo compatíveis com a realidade local e que possam ser conduzidos de forma autônoma pelos participantes.
SOLUÇÃO(S) JÁ TESTADA(S)
No âmbito do Projeto de PDI 44, foram desenvolvidas ou avaliadas:
- Mapeamento de áreas críticas ao longo da faixa de servidão;
- Uso de sensoriamento remoto para caracterização e monitoramento da vegetação;
- Avaliação de espécies com menor potencial de propagação do fogo;
- Plantios experimentais com enriquecimento e regeneração;
- Desenvolvimento do plugin CQFS para classificação de criticidade e priorização de intervenções.
Esses resultados constituem a base técnica do novo desafio e não deverão ser refeitos.
RESULTADOS ESPERADOS
A solução deverá ser capaz de:
- Diagnosticar os fatores que originam os incêndios e compreender como e por que as comunidades locais utilizam o fogo, considerando seus modos de vida, práticas produtivas e condições socioeconômicas
- Estruturar e implementar uma estratégia de engajamento comunitário que estabeleça um canal contínuo e acessível de comunicação com proprietários e comunidades locais, fortalecendo a identificação antecipada de riscos e necessidades, bem como a atuação conjunta na prevenção de incêndios e no manejo da vegetação
- Integrar critérios operacionais, ambientais, sociais e econômicos para definir onde, quando e como intervir em cada trecho da faixa de servidão, considerando o tipo de vegetação, o bioma, a sazonalidade, o histórico de rebrota e o risco de incêndio
- Gerar oportunidades de renda e impacto social positivo para as comunidades locais, aproveitando a biomassa produzida ou outras atividades compatíveis com o uso e a segurança da faixa de servidão
- Ser validada em escala real, com a participação das comunidades locais, em trechos representativos, áreas de controle e acompanhamento por múltiplos ciclos sazonais
- Ser validada em escala real, com a participação das comunidades locais, em trechos representativos, áreas de controle e acompanhamento por múltiplos ciclos sazonais
- Avaliar a aceitação, a capacidade de mobilização e o interesse das comunidades em participar das soluções propostas, identificando barreiras e condições necessárias para a continuidade das iniciativas
- Avaliar o desempenho das estratégias de MIV quanto à redução da frequência e dos custos das intervenções, dos riscos de desligamentos e de propagação de incêndios e dos impactos ambientais, sem comprometer a segurança operacional das linhas
- Mensurar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas ao manejo da vegetação, comparando a abordagem convencional com as estratégias de MIV, a fim de quantificar e validar a redução das emissões
- Consolidar um modelo replicável e escalável para aplicação das estratégias de MIV em outros trechos, biomas e ativos de transmissão da companhia
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Dados de Suporte
- A TAESA possui 49 concessões de transmissão e mais de 16 mil quilômetros de Linhas, distribuídas por diferentes regiões e condições ambientais do país, criando potencial para validação e posterior replicação da solução em ativos com distintas características operacionais e territoriais
- O projeto deve ter como foco inicial as concessões São João e São Pedro, que somam aproximadamente 927 km de linhas de transmissão nos estados do Piauí e da Bahia, criando condições para validação da solução e posterior replicação em outros ativos da companhia
- Concessão São João: em operação desde 2016, está localizada no estado do Piauí e possui aproximadamente 413 km de linhas de transmissão em 500 kV
- Concessão São Pedro: em operação desde 2017, abrange os estados da Bahia e do Piauí e possui aproximadamente 514 km de linhas de transmissão em 500 kV, 230 kV, 69 kV e 13,8 kV
- Dados do ONS demonstram a ocorrência recorrente de desligamentos associados à vegetação, reforçando a necessidade de aprimorar as estratégias de manejo e prevenção em linhas de transmissão, com aplicação inicial nos trechos prioritários das concessões São João e São Pedro
- O Workshop “Manejo de Vegetação em Faixa de Servidão de LTs” realizado em agosto de 2026 pelo IBAMA e ABCE, com apoio da ABRATE, recomendou projetos-piloto para comparar métodos de manejo em trechos com maior risco de incêndios e desligamentos, gerar evidências sobre sua eficácia e subsidiar diretrizes conjuntas entre transmissoras, IBAMA, ANEEL, ONS e academia
- O Projeto PDI 44 avaliou a LT 500 kV Ribeiro Gonçalves-São João do Piauí, integrante da concessão São João, em área de transição entre Cerrado e Caatinga, e desenvolveu metodologia de criticidade, sensoriamento remoto, inventário florestal, seleção de espécies, plantios experimentais e o plugin CQFS. Esses resultados podem ser utilizados como ponto de partida, sem repetição dos estudos já concluídos
Informações adicionais
A solução deverá respeitar integralmente:
- Segurança elétrica e operacional: distâncias mínimas de segurança, integridade das estruturas e acessos, sem comprometer a operação das linhas
- Legislação ambiental aplicável: incluindo restrições de uso das faixas de servidão, licenciamento ambiental e vedação ao uso de espécies invasoras ou incompatíveis
- Especificidades de cada bioma e sazonalidade, adaptando as estratégias de manejo ao contexto local
- Direitos dos proprietários e comunidades locais, respeitando os termos da servidão e promovendo engajamento responsável
- Viabilidade de manutenção no longo prazo, priorizando abordagens sustentáveis, mensuráveis e reprodutíveis
- Compatibilidade das atividades de geração de renda com a servidão, o licenciamento e as responsabilidades da transmissora, sem criar riscos adicionais
- Resultados do PDI 44, que podem ser tratados como ponto de partida para a ampliação, integração e validação das novas estratégias
Acompanhe as datas e etapas do Desafio
Imersão, Refinamento e Contrato
Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.
10/03/2027 a 04/06/2027
Outras Datas:
- Lançamento do Desafio: 26/10/2026
- Avaliação dos pitches: 04/03/2027 a 08/03/2027
- Divulgação dos convocados para a Imersão: 09/03/2027 a 09/03/2027