PROBLEMA A RESOLVER
A TAESA opera uma extensa malha de transmissão de energia elétrica com milhares de quilômetros de cabos condutores que atravessam áreas de risco aeronáutico, exigindo a instalação de esferas de sinalização, dispositivos de segurança aérea fundamentais para alertar aeronaves sobre a presença de cabos energizados.
A deterioração natural das partes metálicas das esferas de sinalização demanda intervenções periódicas, incluindo sua substituição e o reparo dos cabos para-raios e OPGW, a fim de preservar a integridade dos condutores e evitar falhas estruturais.
O processo atual de substituição apresenta limitações, entre elas:
- Necessidade de desligamento da linha para realização segura da troca, impactando diretamente a disponibilidade do sistema;
- Trabalho em altura, expondo equipes de campo a condições de risco;
- Elevado custo operacional, decorrente da mobilização de equipes especializadas, equipamentos de proteção coletiva e individual, veículos e eventual solicitação de janelas de desligamento ao ONS, além da necessidade de contratação de helicópteros;
- Logística complexa em regiões de difícil acesso, como áreas rurais remotas, regiões de mata, áreas alagadas e cruzamentos sobre rios ou rodovias.
Ainda existem lacunas que impedem a transição para uma operação de manutenção mais segura, autônoma e economicamente eficiente, com oportunidades de melhoria, como:
Operação robotizada em linha energizada:
- Robô capaz de percorrer cabos energizados sem necessidade de desligamento;
- Mecanismo de fixação, remoção e instalação de esferas com precisão mecânica;
- Isolamento elétrico integrado ao sistema de locomoção;
Autonomia e inteligência embarcada:
- Sistema de visão computacional para detecção e avaliação do estado das esferas;
- Navegação autônoma ao longo do cabo com desvio de obstáculos (emendas, espaçadores, amortecedores);
Integração com sistema de gestão de ativos:
- Registro georreferenciado de cada esfera inspecionada e substituída;
- Geração automática de relatórios de manutenção;
- Alimentação de base de dados para planejamento preditivo de substituições;
Logística e operação de campo:
- Sistema de lançamento e recolhimento do robô ao cabo (mecanismo de acoplamento seguro);
- Capacidade de operação em diferentes configurações de cabos e esferas;
- Autonomia de energia (bateria ou indução por campo eletromagnético do cabo);
Buscamos o desenvolvimento de um sistema robótico modular, escalável e compatível com os diferentes padrões de cabos e esferas utilizados na malha da Taesa, com arquitetura aberta que permita integração via APIs com os sistemas corporativos de gestão de ativos e manutenção.
RESULTADOS ESPERADOS
- Eliminação de desligamentos para retirada de esferas de sinalização, preservando a disponibilidade do sistema elétrico
- Redução do risco ocupacional, eliminando trabalho em altura realizado por equipes humanas em cabos energizados
- Redução de custos operacionais pela automação do processo de inspeção e substituição de esferas
- Gestão preditiva do ciclo de vida das esferas com base em dados georreferenciados e histórico de substituições
- Menor tempo de execução da manutenção em campo, com operações mais ágeis e rastreáveis
Pronto para transformar o setor elétrico?
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Orientações Gerais
As propostas deverão apresentar, de forma clara e objetiva, a composição financeira do projeto, indicando o valor total previsto, o montante de responsabilidade da Taesa (aporte PDI via verba regulada ANEEL) e a contrapartida financeira e econômica do executor, seja em horas de desenvolvimento, equipamentos, infraestrutura ou aporte direto de recursos próprios. A proporção entre as partes deverá estar explicitamente justificada e alinhada às regras do Manual de PDI da ANEEL vigente.
Adicionalmente, as propostas deverão obrigatoriamente contemplar:
- A estimativa de mercado endereçável para a solução, com base em dados públicos do ONS, ANEEL e associações setoriais, considerando o número de transmissoras, os quilômetros de linhas com esferas instaladas no Brasil e o potencial de expansão internacional
- A modelagem de receita com royalties para um horizonte de 5 anos, apresentada em cenários conservador, base e otimista, com premissas explícitas de penetração de mercado, precificação e modelo de licenciamento
- As propostas deverão demonstrar o caminho para a obtenção da viabilidade econômica da solução, explicitando as premissas de custo de desenvolvimento, implantação, operação e manutenção, a escala de aplicação considerada, os benefícios estimados (segurança, disponibilidade, redução de manutenção corretiva e do esforço de campo, caso aplicável) e retorno esperado para um horizonte de 5 anos. Não serão consideradas adequadas propostas cujo custo total de desenvolvimento e implantação exceda o benefício máximo passível de captura
Conheça as etapas do Desafio
Imersão, Refinamento e Contrato
Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.