Desafio:

Equipamento para Apoio à Subida de Torre pelo Eletricista

Como reduzir o esforço físico, o tempo e o risco associados à subida de torres de transmissão pelos eletricistas, aumentando a segurança e a produtividade das equipes de campo? 

PROBLEMA A RESOLVER

As torres de transmissão têm tipicamente entre 30 e 60 metros de altura, podendo passar desse limite em travessias especiais. Com o uso crescente de drones nas inspeções, a subida deixou de ser rotina e se concentra em manutenções corretivas, atividades em linha viva e atendimentos de emergência. São intervenções pontuais: o eletricista sobe com menos frequência e tem menos prática justamente quando a corretiva ou a emergência exige. A escalada continua sendo um dos maiores vetores de risco ocupacional no setor elétrico brasileiro.  

O modelo atual é integralmente manual, apoiado em equipamentos de proteção individual tradicionais (talabarte, trava-quedas e capacete), e apresenta algumas características:  

  • Esgotamento físico progressivo do eletricista durante a subida, especialmente em torres de grande altura, comprometendo a atenção e o desempenho no trabalho executado no topo;  
  • Tempo elevado de subida e descida, sobretudo por conta da inclinação em torres autoportantes e estaiadas, que ocupa parcela significativa da jornada da equipe, especialmente em torres de difícil acesso, onde o deslocamento até a base já é exaustivo;  
  • Risco de acidente, mesmo com o uso correto dos EPIs tradicionais, por falha humana decorrente de fadiga, distração ou condições climáticas adversas inesperadas.  

As principais oportunidades para o desenvolvimento de um equipamento de apoio à subida e descida são:  

Assistência mecânica à progressão vertical  

  • Sistema de tração ou assistência que reduza o esforço muscular durante a subida, sem comprometer a mobilidade do eletricista nem a adaptação a diferentes geometrias de torre;  
  • O eletricista continua conduzindo a subida, conectado ao trava-queda. O equipamento apenas alivia o esforço, sem configurar içamento de pessoas por corda;  
  • Operação nas estruturas metálicas existentes, sem necessidade de adaptação ou fixação permanente na torre;  
  • Conformidade com a norma regulamentadora para atividades em altura (NR-35).  

Ergonomia e transportabilidade  

  • Compatibilidade com os EPIs e ferramentas já utilizados pelas equipes da Taesa;  
  • Bateria com autonomia suficiente para múltiplas subidas em uma jornada de trabalho;  
  • Sistema de travamento automático em caso de perda de controle ou queda, com desempenho superior ao dos trava-quedas convencionais, e interrupção imediata da assistência em caso de falha do equipamento.  

Rastreabilidade operacional  

  • Registro automático de cada subida, com identificação do trabalhador, torre, horário e altura atingida;  
  • Integração com o sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional da Taesa;  
  • Geração de indicadores de produtividade e exposição ao risco por equipe e por instalação.  

Buscamos o desenvolvimento de um equipamento certificável pelas normas brasileiras de segurança do trabalho (NR-35 e NBRs aplicáveis), com foco em adoção real pelas equipes de campo.

RESULTADOS ESPERADOS

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Orientações Gerais

As propostas deverão apresentar, de forma clara e objetiva, a composição financeira do projeto, indicando o valor total previsto, o montante de responsabilidade da Taesa (aporte PDI via verba regulada ANEEL) e a contrapartida financeira e econômica do executor, seja em horas de desenvolvimento, equipamentos, infraestrutura ou aporte direto de recursos próprios. A proporção entre as partes deverá estar explicitamente justificada e alinhada às regras do Manual de PDI da ANEEL vigente.

Adicionalmente, as propostas deverão obrigatoriamente contemplar:

Conheça as etapas do Desafio

Inscrição

Envio das propostas via formulário online.

05/11/2026 a 05/01/2027

Seleção

Análise técnica das propostas recebidas.

Pitch Day

Apresentação das soluções para a banca.

Imersão, Refinamento e Contrato

Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.

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