PROBLEMA A RESOLVER
Subestações de energia são ambientes de alta complexidade operacional. Concentram equipamentos críticos, transformadores de potência, disjuntores, barramentos, chaves seccionadoras e para-raios, permanentemente energizados em tensões que variam de 69kV a 500kV.
A inspeção desses ambientes é obrigação regulatória e condição essencial para a confiabilidade do sistema. No entanto, o modelo atual enfrenta oportunidades estruturais:
- Risco ocupacional e inerente ao ambiente, com exposição a campos eletromagnéticos intensos, superfícies energizadas, risco de arco elétrico, explosões de equipamentos e limitações de aproximação;
- Variabilidade e subjetividade do laudo humano, com critérios de avaliação que variam entre inspetores e ao longo do tempo, comprometendo a rastreabilidade e a comparabilidade histórica;
- Incapacidade de inspeção contínua noturna, período em que anomalias térmicas e efeitos corona são visivelmente mais evidentes e detectáveis;
- Mobilização de equipes técnicas especializadas para subestações remotas em inspeções que poderiam ser automatizadas.
As principais oportunidades de evolução incluem:
- Navegação autônoma em pátio de subestação:
- Robô móvel com capacidade de percorrer de forma autônoma os corredores e pátios da subestação, respeitando as distâncias de segurança regulamentadas para cada nível de tensão;
- Operação em turnos noturnos e em condições climáticas adversas sem comprometimento de desempenho;
- Mapeamento interno da subestação com atualização dinâmica de layout;
Diagnóstico multissensorial embarcado:
- Termografia infravermelha para identificação de pontos quentes em conexões, buchas e equipamentos de manobra;
- Câmera UV para detecção de efeito corona e micro-descargas em isoladores e conectores;
- Microfone direcional e análise acústica para detecção de anomalias em transformadores e equipamentos rotativos;
- Sensor de SF₆ e outros gases de isolamento para identificação precoce de vazamentos;
Registro e rastreabilidade por ativo:
- Vinculação de cada registro de inspeção ao ativo correspondente no sistema de gestão patrimonial;
- Histórico fotográfico, termográfico e acústico por equipamento com linha do tempo navegável;
- Alertas automáticos por desvio de parâmetro em relação ao histórico do próprio ativo;
Integração operacional:
- Comunicação em tempo real com centros de controle e sistemas SCADA da Taesa;
- API aberta para integração com sistemas corporativos de manutenção e gestão de ativos;
- Dashboard de status da subestação acessível remotamente por equipes de operação e manutenção;
Buscamos o desenvolvimento de uma solução escalável e adaptável aos diferentes layouts de subestações da malha Taesa, com capacidade de expansão progressiva para o conjunto total de instalações.
RESULTADOS ESPERADOS
- Inspeção contínua e padronizada das subestações, eliminando as janelas cegas entre ciclos de inspeção humana
- Redução do risco ocupacional em ambientes com equipamentos de alta tensão permanentemente energizados
- Diagnóstico precoce de falhas com base em análise termográfica, acústica e de gases, antecipando intervenções antes da falha catastrófica
- Laudo técnico rastreável e auditável por ativo, com histórico contínuo e comparável ao longo do tempo
- Redução de deslocamentos e custos de mobilização de equipes especializadas
- Integração com a estratégia de manutenção preditiva da Taesa, alimentando modelos de risco com dados contínuos e confiáveis
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Orientações Gerais
As propostas deverão indicar com clareza o valor total do projeto, o montante de responsabilidade da Taesa via aporte PDI regulado pela ANEEL e a contrapartida financeira e econômica do executor, seja em recursos próprios, horas de P&D, equipamentos ou infraestrutura dedicada. A proporção entre as partes deverá estar explicitamente justificada e aderente ao Manual de PDI da ANEEL vigente.
Adicionalmente, as propostas deverão obrigatoriamente contemplar:
- Estimativa do mercado endereçável, considerando o universo de subestações de transmissão no Brasil e o potencial de comercialização internacional, com base em dados do ONS, ANEEL e associações do setor elétrico
- Modelagem de receita com royalties para horizonte de 5 anos, em cenários conservador, base e otimista, com premissas explícitas de penetração de mercado e modelo de licenciamento
- As propostas deverão demonstrar o caminho para a obtenção da viabilidade econômica da solução, explicitando as premissas de custo de desenvolvimento, implantação, operação e manutenção, a escala de aplicação considerada, os benefícios estimados (segurança, disponibilidade, redução de manutenção corretiva e do esforço de campo, caso aplicável) e retorno esperado para um horizonte de 5 anos. Não serão consideradas adequadas propostas cujo custo total de desenvolvimento e implantação exceda o benefício máximo passível de captura
Conheça as etapas do Desafio
Imersão, Refinamento e Contrato
Reuniões técnicas, envio da proposta final ajustada e Assinatura do contrato para início do projeto.